Inchaço (edema) na Gravidez

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Inchaço na gestação

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O inchaço, especialmente dos membros inferiores, costuma ser a causa de muitas queixas entre as grávidas.

“Depois, as sandálias, que estavam levemente apertadas, passam a não servir mais.
Até os anéis e as pulseiras também podem ser aposentados temporariamente. ” Falas comuns nos atendimentos às gestantes.
A boa notícia é que na maioria das vezes o edema, só causa desconforto e não deve ser motivo de preocupação.

Por que o inchaço aparece?

O inchaço aparece por razões simples. Entre o final do segundo trimestre de gestação e o início do terceiro, o útero – que cresce acompanhando o desenvolvimento do bebê – passa a comprimir os vasos pélvicos, localizados na região pélvica. Com isso, o retorno do sangue fica prejudicado.
O sangue sai do coração, segue para as pernas e os pés e, na hora de retornar para a parte superior do corpo, encontra resistência.
Além disso, o volume de sangue circulante no corpo da mulher aumenta durante a gravidez – à custa de água.
Por isso, se diz popularmente que o sangue fica ralo. Na verdade, a gestante retém líquido e ele se mistura ao sangue, deixando-o realmente diluído. Uma das consequências pode ser a anemia. A outra é que, quando o sangue encontra resistência para retornar aos membros superiores, essa água extravasa pela parede das veias, causando o inchaço de pernas e pés.

Primeira gestação muito inchada, as outras também ficarei?

Cada gravidez é diferente da outra. Alguns fatores são comuns – a retenção de líquido, a compressão da veia cava (na região pélvica) e o aumento do sangue circulante. Porém, o inchaço pode aumentar quando a mulher está acima do peso, fica grávida de gêmeos (pois o útero fica mais pesado, comprometendo ainda mais a circulação) e se enfrentar temperaturas temperaturas elevadas ao longo do último trimestre de gestação.
Normalmente, o problema aparece nos membros inferiores, deixando pés, tornozelos e pernas inchados. Porém, o edema pode surgir na parte superior do corpo.
“A alteração atinge todo o aparelho circulatório e, por isso, mãos, braços e até mesmo o rosto podem ficar inchados”, explica Luciano Gibran, ginecologista do Hospital e Maternidade São Camilo, pai de João e Bruno.

O que pode influenciar no aparecimento do inchaço?

Uma série de fatores pode influenciar o aparecimento ou não do inchaço, como:
  • Excesso de peso,
  • Tabagismo,
  • Alimentação desregrada,
  • Idade,
  • Número de filhos
  • Fertilização.
Mulheres obesas já convivem com uma alteração do sistema circulatório antes de engravidar e, durante a gravidez, a circulação do sangue fica ainda mais prejudicada. A idade da grávida e o número de filhos que a mulher já teve também são fatores de influência. Isso porque, com o tempo, a circulação passa a funcionar de forma diferente. E, a cada filho que essa mulher tem, mais prejudicado fica seu aparelho circulatório.
As mulheres que engravidam por meio de métodos artificiais também têm tendência maior de inchar, pois os níveis de estradiol e progesterona quase chegam a dez vezes o valor normal.

O que fazer para amenizar o desconforto?

  1. Modificar a alimentação (deve utilizar pouco sal no preparo de seus pratos),
  2. BabyBoom,
  3. Hidroginástica,
  4. Drenagem linfática ou caminhadas,
  5. Meia elástica de média compressão também ajuda (deve ser colocada logo de manhã e retirada ao final do dia),
  6. Aumentar a ingestão de água.
O inchaço costuma ser maior no fim do dia e nos dias mais quentes, principalmente quando a grávida fica longos períodos em pé ou sentada. Por isso, outra recomendação é que a mulher coloque as pernas para cima à noite durante uma hora. Basta colocar um travesseiro embaixo do colchão, deixando-o inclinado. Isso ajuda o sistema circulatório a funcionar melhor.

drenagem linfática

Drenagem Linfática

É também indicado a drenagem linfática. Mas atenção: o ideal é que seja procurado um profissional habilitado a trabalhar com gestantes.

Sinais de alerta

Apesar de na maioria das vezes o inchaço não representar perigo, os médicos sempre estão atentos a sinais que podem indicar problemas: inchaço maior do que o normal, ganho de peso muito intenso – mais de um quilo por semana –, limitação no movimento dos dedos das mãos, formigamento dos braços e dor de cabeça na região da nuca. Nesse caso, a gestante pode estar com algum problema renal ou sofrendo com pressão alta, que pode levar à pré-eclampsia.

No pós parto o inchaço pode aparecer!

O inchaço também costuma aumentar logo após o nascimento do bebê, independente do tipo de parto. “O sangue que a mulher compartilhava com a placenta volta para ela”. Ocorre o que os médicos chamam de “redistribuição do líquido”. Com o passar dos dias – com uma alimentação equilibrada e, principalmente, com a amamentação –, o edema tende a diminuir e, depois, acabar.
O inchaço não costuma deixar consequências, mas pode aumentar a incidência de varizes e hemorroidas. As mulheres que desenvolvem doenças durante a gravidez devem ficar atentas.
Apesar de a diabetes gestacional e a pressão alta desaparecerem na maioria dos casos, o fato de elas terem surgido durante a gestação, época em que o sistema imunológico está em baixa, indica um tendência ao desenvolvimento dessas doenças ao longo da vida.
Este artigo pertence ao http://gestavida.blogspot.com/
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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    Your point of view caught my eye and was very interesting. Thanks. I have a question for you. https://accounts.binance.com/uk-UA/register-person?ref=P9L9FQKY

  • GestaVida

    Nosso corpo não é igual dos dois lados, você pode der mais vasos linfáticos do lado D e por isso inchou menos. Mas é comum o inchaço no pós parto independente do tipo de parto. Geralmente diminui em 2 semanas.

  • Thais Ramos Dias

    Olá, queria saber um pouco mais sobre o que está passando para que realmente possamos começar a pensar no que aconteceu...

    thaisramosdias@gmail.com

    Abraços

  • Anônimo

    Oi, a 3 anos tive um bebê de parto cesario e fiquei com a perna e pé esquerdo enchado, já fiz varios exames, mais nem detectou o problema. Gostaria de saber se alguém sabe alguma coisa a respeito dessa infermidade. Obg.

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