“Eu não tive dilatação”

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Também adorei o texto que eu não conhecia e conheci pela Rê Olah, então faço das palavras dela as minhas!!:

Repassando um texto super bacana da querida Angela Rios, fisioterapeuta e louca por gestantes assim como eu!
Das muitas indicações para a cesariana desnecessária, a que escuto mais comumente é “Não tive dilatação”. Diversas vezes já ouvi de mulheres que tentaram ter o parto normal, muitas chegaram a ficar horas em trabalho de parto, com fortes dores que causaram uma exeriência traumática, pois resultaram em uma cirurgia cesariana por não terem tido dilatação. Essas mulheres, na segunda gravidez já optam por cesariana, pela experiência traumática de um trabalho de parto mal sucedido e usam para si mesmas o argumento de que “não posso ter parto normal, pois não tenho dilatação”.

Em regra, qualquer mulher que esteja em trabalho de parto fisiológico, com a cascata hormonal acontecendo naturalmente, terá dilatação e conseguirá parir. Exceções existem, porém, são casos específicos e com certeza não corresponde à realidade da maioria.

Então, porque essas mulheres não conseguem parir?

Em primeiro lugar, a assistência ao trabalho de parto é falha. Por contraditório que pareça, ir para o hospital aos primeiros sinais de trabalho de parto contribui negativamente para o seu desenvolvimento, aumentando as chances de evoluir para uma cesariana desnecessária, muitas vezes após horas de dor e sofrimento. Isso porque:

– No hospital, a mulher sente-se fragilizada, está fora de seu ambiente de domínio, e por não se sentir a vontade “briga” com seus próprios instintos e com isso inibe a cadeia hormonal (veja mais na entrevista com Michel Odent)

– No hospital, a parturiente fica submissa às intervenções e decisões da equipe, que muitas vezes dá orientações erradas (não grite, não ande, fique quieta), faz comentários inapropriados (Nossa, que coragem a sua ter parto normal!), e não explica a necessidade e objetivo das intervenções que são feitas, tornando a mulher um agente totalmente passivo.

– As intervenções hospitalares muitas vezes são desnecessárias, afligem e desconcentram a parturiente (como monitoramento contínuo da pressão e batimentos cardíacos fetais), causam desconforto (como a colocação de supositório anal para lavagem intestinal e acesso venoso de soro) e atrapalham a castaca hormonal fisiológica (como a infusão contínua de ocitocina, hormônio que provoca contrações uterinas dolorosas e ineficazes).

– O trabalho de parto pode demorar muitas horas a partir de seus primeiros sinais, que gera ansiedade na mulher e nos familiares, associado a um longo tempo de internação e intervenções como as citadas acima, acabam causando a impressão de que algo está errado, que está demorando demais, que está passando da hora…

– Para acelerar o trabalho de parto, não é raro ser administrado ocitocina em doses cada vez maiores, que provocam fortes dores de contrações uterinas contra um útero com o colo ainda fechado (ou seja, sem dilatação). A dor aumentam o medo, o medo aumenta a dor em um ciclo vicioso que acaba por interromper o andamento normal do trabalho de parto, por isso a mulher não tem dilatação.

“Eu não tive dilatação” | GestaVida BlogÉ importante entender que os hormônios do nosso corpo são orquestrados de forma inteligente, com doses adequadas de acordo com cada fase. E que alguns hormônios não são desejados durante o trabalho de parto (como a adrenalina, desencadeada pela ansiedade e medo).

Assim, o trabalho de parto mal sucedido está muito mais ligado à incapacidade da equipe médica de conduzir o trabalho de parto do que à incompetencia do corpo da mulher de parir.

Se você realmente deseja um parto normal sem sofrimento, é fundamental que seu médico seja favorável ao parto normal e saiba conduzi-lo, quevocê tenha o acompanhamento de uma profissional preparada para assisti-la (uma doula) e que a equipe da maternidade trabalhe de forma a garantir a saúde sua e do bebê sem intervenções desnecessárias, dando apoio e conforto.

Este artigo pertence ao http://gestavida.blogspot.com/
Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.

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